Negócios

O Marketing da Beleza

Sempre amei cosméticos e digo com total sinceridade que gosto mais de comprar produtos de beleza do que roupas. Depois que lancei o Modalogia Beleza é claro que o interesse cresceu mais ainda, assim como a vontade de aprender sobre o funcionamento dessa indústria. O livro “O Império da Beleza” (Editora Seoman) foi uma ótima maneira de saber mais sobre os grandes nomes e as estratégias de marketing por trás de vários produtos, muitos deles responsáveis por mudar nossos hábitos para sempre!

Da rotina de beleza de Cleópatra até as loucuras e sacrifícios cometidos pelas mulheres na Idade Média e no século XIX, o autor Mark Tungate mostra que nossa preocupação com a aparência é milenar e que nomes como Helena Rubinstein, Elizabeth Arden e Estée Lauder foram suficientemente espertas para entender que podiam vender o sonho da juventude eterna dentro de potinhos super atrativos. Junto com gigantes como a L’oréal, a Procter & Gamble e a Unilever, a indústria segue apostando em imagens encantadora e textos envolventes que exageram dados e resultados mas continuam sendo irresistíveis…

Os capítulos sobre as trajetórias de marcas como Clinique, Revlon, Nivea, Lancôme, M.A.C, Clarins, Shiseido e até da Natura, são ótimos cases de branding e de inovação. Já os dedicados à atual febre dos cosméticos naturais e orgânicos, ao crescimento do mercado masculino e ao futuro dos tratamentos (cada vez mais tecnológicos), mostram que há ainda muito a ser explorado, sobretudo em tempos de globalização.

E como o consumidor encara tudo isso? A conclusão de Mark é bem objetiva: pouquíssimas pessoas realmente acreditam que um creme pode reverter os sinais da idade da noite para o dia, mas isso não as impede de comprar. Uma das razões é achar que “é melhor prevenir do que remediar”. Outra, que concordo inteiramente, diz respeito à experiência sensorial e ao prazer que aplicar um produto nos traz. São aromas, texturas e cores que representam rituais estreitamente ligados à nossa autoestima e bem-estar. E se sentir bem com a nossa aparência é uma atitude histórica!

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