Cases & Estratégias

Como Criar uma Estratégia de Mídias Sociais

Você pode ser uma startup ou uma empresa já estabelecida mas com certeza as mídias sociais representam uma parte crucial do seu marketing. Acredito que todo mundo já esteja cansado de ouvir sobre o poder de alcance e da importância de ter um canal direto com o cliente, porém isso não significa que basta sair postando fotos bonitinhas para ter resultados. Criar uma estratégia de ação, conhecer sua audiência e ter consistência nas postagens é essencial.

Meu trabalho com mídias sociais sempre começa com um plano de conteúdo, onde marca e mercado são analisados com o objetivo de desenvolver a estratégia de ação. Me inspirei nele para fazer este guia, então espero que ele te ajude a montar um plano simples e eficiente. Ah, no fim do post acrescentei alguns links uteis para otimizar seu trabalho! Vamos lá:

– Objetivos: antes de mais nada, quais são eles? Você quer usar as mídias para impulsionar as vendas? Criar uma comunidade? Desenvolver brand awareness? Se o seu segmento é moda ou beleza, é bem provável que seus objetivos sejam todos que exemplifiquei, o que é perfeitamente normal.  Depois de esclarecê-los, fica muito mais fácil colocar mãos à obra!

Público-alvo: é ele quem vai determinar em quais redes você precisa estar presente. Então, não se desespere para começar a postar no Snapchat se o seu público não é formado por adolescentes, pois ele (ainda) não está lá. Foque no seguinte: a mídia determina a mensagem. É muito melhor ser ativo em menos redes do que estar em várias sem uma presença significativa.

– Concorrência: analisar como os concorrentes estão se posicionando e mapear as best practices é super relevante. Se inspirar em outras marcas, que não necessariamente são do mesmo segmento, também é válido. Atenção: se inspirar é uma coisa bem diferente de copiar descaradamente!!!

– Conteúdo: o principal foco é planejar de acordo com identidade da marca. Pense no tom de voz que será usado, no perfil do cliente e crie exemplos que serão modelos para os futuros posts. Os temas abordados também precisam ser listados pois assim na hora de fazer o calendário de postagens você já sabe como e onde pesquisar. Equilibre posts de lifestyle com produtos para ter um feed diversificado e atraente, principalmente se sua oferta de peças for limitada; capriche na qualidade das fotos e use eventos e datas comemorativas com sabedoria (posts celebrando todas as sextas-feiras, homenagens ao dia do beijo, do cachorro da raça X, da pizza, do filme Y etc podem ser cansativos e irrelevantes para a imagem da sua marca).

– Frequência e horário de postagens: algumas redes permitem uma frequência maior de postagens, como o Twitter, e outras menos (duas por dia no Instagram costumam ser suficientes, já no Facebook não vale a pena investir em vários posts, já que a probabilidade de serem vistos por muita gente é pequena, a não ser que sejam promovidos). Não existe regra, então use o bom senso e pense como consumidor: ninguém gosta de ter um feed invadido com 10 postagens seguidas da mesma conta.

Sobre a melhor hora para postar, pesquise nos analytics quando seus seguidores estão online pois os horários de pico (manhã, hora do almoço, noite) não são necessariamente os melhores para a sua audiência. Se você está começando agora, teste diferentes momentos do dia até ter uma boa noção (em cerca de 1 mês já dá para ter bons parâmetros).

– Engajamento: se a grande vantagem das redes é o diálogo direto entre as pessoas, por que não tirar máximo proveito disso? Interaja, responda perguntas/dúvidas e curta quando te mencionam ou compartilham seu post. É isso que vai fazer diferença no engajamento do seu público e não o número de seguidores. Acredito que seja muito melhor ter 200 followers ativos do que 20.000 que mal curtem os posts. Neste sentido, usar apps e serviços para aumentar rapidamente esse número é inútil. Siga quem demonstra engajamento e influencers que têm o perfil da marca. Qualidade vale muito mais que quantidade.

– Campanhas: antes de investir, avalie as metas: aumentar as vendas, o alcance da marca ou os dois? Planeje o orçamento e a segmentação com cuidado, considerando onde sua audiência é mais ativa. Novamente, os stats podem ajudar bastante. Os ads do Facebook costumam atrair mais gente para a página e potenciais compras. O Pinterest é ótimo para gerar vendas e o Instagram tem a limitação de não ter links clicáveis (o usuário tem que ir até o seu profile).

Se o orçamento for muito limitado, pense em colaborar com bloggers e influencers ou convidar alguém para fazer um takeover (geralmente no Instagram). Um Tweechat também pode ser uma boa estratégia de divulgação (por exemplo, marque um em que o estilista vai falar sobre as inspirações da nova coleção ou tirar dúvidas de estilo dos clientes). Use a criatividade e lembre-se de criar hashtags para mapear os resultados.

– Hashtags: sim, elas são ótimas para aumentar o alcance do post mas tome cuidado para não ir além da conta. Pesquisas mostram que no Twitter 2 já são suficientes e no Instagram você pode usar até 30 (!), porém 11 é a média ideal para não irritar os seguidores. Pessoalmente, me limito a usar 3 ou 4 e com clientes uso em torno de 5, sempre pensando na relevância da mensagem. Hashtags genéricas como #love #fashion #sun são tão populares que dificilmente vão render alguma coisa. Prefira algo mais específico e use as sugestões que aparecem quando você digita como termômetro para a escolha.

E pelo amor de Deus, vamos parar com esse negócio de #gratidão e #blessed. Mostre a sua doando tempo ou dinheiro para quem precisa, de preferência sem anunciar aos 4 cantos do Instagram, ok?

Outra coisa: pense no visual do post, com as # incluídas e tome cuidado com a poluição visual. No Instagram, por exemplo, prefiro escrever a legenda, dar um espaço e lista-las embaixo. No Twitter não dá pra fazer tanto por causa das limitações dos 140 caracteres, mesmo assim, vale sempre focar em uma leitura clean. E isso inclui os Emojis.

– Monitoramento: depois de todo o esforço, é claro que você quer resultados! E os relatórios de analytics estão aí para isso. Com eles dá para entender os erros e acertos, modificar horários de postagens, investir mais em determinados conteúdos, medir o alcance das campanhas… O Google Analytics tem uma seção dedicada às redes e a maioria delas também fornece relatórios. Só tenha paciência pois os retornos tangíveis não costumam ser imediatos. Novamente, um bom planejamento e consistência de postagens vão fazer toda a diferença nos resultados e na imagem da sua marca!

Links uteis

Like to know.it: programa que envia links por email para a compra de produtos em posts curtidos no Instagram

Hootsuite,  SproutSocial e Buffer: softwares para agendar posts e gerenciar diferentes contas em um mesmo espaço. O Sprout é pago, enquanto Buffer e Hootsuite (o que uso) oferecem alguns pacotes gratuitos.

SproutSocial Demographics: infográficos com os principais dados demográficos dos usuários das redes

Iconosquare: para gerenciar e ter acesso a várias métricas do Instagram (era gratuito até pouco tempo)

Later (ex-Latergramme): app que permite agendamento de postagens no Instagram (você ainda precisa abrir o aplicativo, copiar e colar o texto, mas pelo menos ele manda uma mensagem avisando)

Tweeriod: analisa as melhores horas de postagem de acordo com o perfil dos seguidores

TailWind: para gerenciar e programar pins no Pinterest (todos os pacotes são pagos)

Imagem: Daniela Augusto 

2 thoughts on “Como Criar uma Estratégia de Mídias Sociais

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