Arquétipos

Arquétipos: O Revolucionário


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Revolucionário, rebelde, fora da lei e até mesmo vilão. Os adjetivos associados ao arquétipo não são lá muito favoráveis mas ele não precisa ser visto necessariamente com um olhar negativo. Pense como as mentes revolucionárias são importantes para ajudar na evolução na sociedade e em como os ‘outsiders’ são irresistivelmente sedutores. Afinal, quem é que não gosta de correr riscos ou quebrar as regras de vez em quando?

Enquanto o Herói luta por um mundo melhor ou para ajudar pessoas injustiçadas, o Revolucionário sente-se injustiçado e luta contra esta sociedade que o marginalizou. Ele é o arquétipo que mais expõe nosso lado sombrio, por isso mesmo oferece um equilíbrio necessário, uma espécie de válvula de escape ao sistema. Rockers, hippies, punks, grunges… todos esses movimentos começaram como manifestações contra a cultura dominante. James Dean tornou-se um ícone da rebeldia graças ao seu papel em “Juventude Transviada”, inspirando milhões de adolescentes a cultivarem a imagem de bad boy. A Harley Davidson se posicionou como uma marca rebelde ao associar sua personalidade aos Hell’s Angels e ao look dos motoqueiros tatuados e vestidos de couro da cabeça aos pés. Vivienne Westwood ousou abrir uma loja chamada “Sex” e vender peças inspiradas no sadomasoquismo e feitas sob medida para os punks londrinos dos anos 70. Todos esses exemplos mostram o desejo dos Revolucionários de quebrar as regras e chocar.

Ok, mas será que ainda é possível chocar as pessoas em 2016? Sim e não. Se pensarmos que a sociedade está muito mais aberta a comportamentos e atitudes considerados fora do comum até pouco tempo atrás, a resposta é não. Porém, num mundo onde o politicamente correto impera e há toda uma pressão para mostrar uma vida “padrão Instagram”, dá para perceber que estímulos para “chutar o balde” têm um apelo forte pra muita gente.

Sob o ponto de vista do branding, o arquétipo do Revolucionário pode funcionar muito bem para marcas que queiram mudar a forma como consumimos as coisas. Os melhores exemplos estão na tecnologia: a Apple, quando surgiu nos anos 80 desafiou as regras e ousou pensar em uma forma diferente de usarmos um computador. O Skype permitiu ligações de graça. O Netflix mudou o jeito como vemos TV e filmes, o Uber, de andar de táxi… E por aí vai.

Resumindo, o Revolucionário desperta nosso rebelde interior e a vontade de quebrar as regras. Ele pode funcionar muito bem em empresas que tenham produtos e serviços  inovadores, que propõem novas formas de consumo ou interação, cercados por uma imagem fora dos padrões.  Não tenha medo de ousar!

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