120 Anos “In Vogue”



O primeiro número da Vogue!

Era uma vez um jornal feminino que trazia semanalmente as notícias da alta sociedade nova-iorquina, ilustrações das últimas “modas” e dicas de beleza. Não era muito diferente de outras publicações do gênero até cair nas mãos de um certo Condé Montrose Nast, que viu ali uma oportunidade no mercado editorial e decidiu expandir a revista para outros países como Inglaterra, Espanha, Itália e França. Nesta altura, a Vogue já era um símbolo cultural e uma das grandes responsáveis por fazer e contar a história da moda.

Capas ilustradas de 1917 e 1930: só no final desta década apareceria a primeira capa fotografada

Quase 120 anos desde o primeiro exemplar (dezembro de 1892) e a revista continua fiel ao seu principio mais básico: vender sonhos.  Da dona de casa do Kansas à elite do Upper East Side, passando por milhares de aspirantes a fotógrafos, stylists e editores, a Vogue é mais do que uma referência, é um guia de desejos de consumo (possíveis ou impossíveis), de inspirações pra vida pessoal e profissional, uma coletânea de talentos criativos.

A clássica foto de Irving Penn, no fim dos anos 40, com as maiores tops da época

Em 1992, no 100o aniversário da revista, a foto foi recriada com as 10 super models, no auge de sua popularidade


Em 1999, Annie Leibovitz clicou tops do presente e do passado para a capa do milênio 

Todas as editoras-chefes (Josephine Redding, Marie Harrison, Edna Woolman Chase, Jessica Daves, Diana Vreeland, Grace Mirabella e Anna Wintour) que passaram por lá souberam administrar a missão escapista da publicação e adaptá-la ao comportamento social da época. Enquanto Edna Chase viu a ascensão da alta-costura, as dificuldades das duas guerras e o renascimento da moda francesa, acompanhando de perto a chegada de Chanel, Balenciaga, Dior etc, Diana Vreeland pôde se aproveitar do otimismo dos anos 60 e da revolução jovem para dirigir uma Vogue altamente criativa. Já Anna Wintour sabe como ninguém unir conceito e negócios. Ela pode ser “O Diabo Veste Prada” mas edita uma revista que permanece uma autoridade nesses tempos incertos de crise econômica e invasão de blogs (“The September Issue está aí pra provar). Quem não admira os editoriais de Grace Coddington e Tonne Goodman, as fotos de Steven Meisel, Mario Testino, Peter Lindbergh e Annie Leibovitz, as it girls e celebridades que estampam as capas, as super models conhecidas apenas pelo primeiro nome e as matérias  sobre beleza, viagens, estilo e consumo?

Horst P. Horst clicou esta foto em 1941: é tão perfeita que parece ilustração!

Penn foi o fotógrafo que mais trabalhou pra Vogue: a capa, de 1964, refletia bem a era Diana Vreeland

É por isso tudo que a Vogue é a essência do Amante com suas belas imagens e a promessa de uma vida glamurosa, inspiradora e perfeita. Sim, a realidade está bem distante disso mas é só ler as chamadas de capa para acreditarmos que podemos fazer parte daquele mundo de sonhos – pelo menos até virarmos a última página!

Editorial de 1975, clicado por Helmut Newton

Peter Lindbergh eternizou as tops dos anos 90 nesta foto clássica

Steven Meisel clicou-as usando Versace, em 94

Grace Coddington sabe recontar histórias clássicas como ninguém: editorial de 2008, recriando “Romeu e Julieta”

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Burberry.
 

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